Em seu trabalho Gaya investiga o entrelaçamento e as rupturas do “eu e o eu artista”, suscitando reflexões críticas que, por meio da vivência, são traduzidas em uma coletânea de obras que transita entre escultura, desenho, gravura, pintura, fotografia e literatura, esta última denominada “conto autoanalítico” pela artista.
As obras visitam reminiscências ao mesmo passo que as transmutam, nutrindo o desenvolvimento de um método de instrumentalização artística no qual Gaya reconhece e adota padrões e signos que ultrapassam a esfera pessoal.
Ao se perguntar “Quando a artista se vê artista?”, Gaya mergulha em um processo de resgate de identidade e retorna às raízes com visão analítica, ressignificando memórias, transmissão de saberes e exposição de traumas que transitam da melancolia primitiva da infância às vivências atuais e aos afetos coletivos.